metal gear solid
Jake Blair
Foi a Lauren que me convenceu a mudar de curso de literatura para estudos dos media e do cinema. A nova literatura é o cinema, disse ela, citando uma revista idiota qualquer. Como é óbvio, expliquei-lhe que não é nos livros nem no cinema que as pessoas hoje em dia aprendem alguma coisa sobre a narrativa, mas nos jogos de vídeo. Se realmente queremos ser radicais e modernos, devemos passar os nossos dias no salão de jogos do bairro a rivalizar com um monte de gajos anémicos, para garantir o teu lugar nas máquinas.
Irvine Welsh, Porno
a little boy who thought jesus was he-man
independente com o dinheiro dos pais
o estoicismo a existir vê-se logo no bric-à-brac, que não existe. tenho uma mesa de madeira preta (oferecida), uma cadeira de madeira preta (oferecida), uma cama que me asseguram ser uma peça holandesa da mais alta qualidade (oferecida) e duas estantes, uma não tem mais de 100 livros, quase tudo de gregos rabetas, outra é constituída à base de dicionários e enciclopédias.
esta parcimónia não isenta de fidúcia (palavra espectacular) ainda não chegou ao resto da minha vida, mas, aos poucos, vou consumindo menos produtos marroquinos geralmente transportados no aconchego do cu de algum rasta.
tenho-me também levantado cedo mas não sei o que fazer com este tempo todo. gastei aqui um quarto de hora.
bom dia.
manuel antónio pina, um grande escritor, apesar de ser boa pessoa
Vigiai-vos uns aos outros
A"petite histoire" diz mais sobre aquilo que somos ou fomos do que dizem os grandes gestos ou os acontecimentos "históricos" da vida pessoal e colectiva.
Curiosamente, ou se calhar não, foi através de um professor de História contemporânea (Rui Bebiano, aterceiranoite.org) que fiquei a saber que a Câmara de Mantes-la-Jolie, nos arredores de Paris, proíbe aos munícipes, sob pena de multa, que ponham roupa a secar à janela. E que são os próprios munícipes que se denunciam uns aos outros, fotografando o corpo do delito de "poluição estética" dos vizinhos. Presumo que os delatores de cuecas e sutiãs alheios sejam "gente bonita" que não polui esteticamente a "jolie" Mantes, embora também seja de admitir que tenham carantonhas coerentes com a deformidade de carácter que está na origem da tendência para a vigilância e a delação. Os fanáticos dos bons costumes (por cá também há muito disso) têm por regra caves sórdidas e perversa imaginação. A imaginação dos de Mantes é do género da do nosso Augusto Gil: "Ó sua descaradona,/ tire a roupa da janela /que essa camisa sem dona/ lembra-me a dona sem ela".
Manuel António Pina
erasmus girls
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li uma merdinha que escreveu o josé mário silva (o campeão mundial do diz-que-é-génio); sinceramente, parece simpático e trabalhador (reparem nas olheiras do rapaz), mas não consigo gostar de nada do que ele escreve.
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falei com um amigo sobre "lost" -- a série que mais gosto de não gostar --, e diz ele que aquilo é tudo um sonho de um escritor de policiais qualquer cujo nome agora não me ocorre, mas que é uma merda com toda a certeza.
bom dia.
o equilíbrio do universo e isso
Greve de apetite
Hugo Marçal é uma das mais patuscas notoriedades do processo Casa Pia, onde já ocupou diversas posições (primeiro foi advogado, depois, arguido; e, dando largas à imaginação, só não foi juiz porque entretanto chumbou no acesso ao CEJ…). Quando o processo Casa Pia der origem ao filme que se impõe, uma tragicomédia, Marçal há-de ser uma dessas personagens secundárias que, como o anjo de segunda classe Clarence de "It's a wonderful life", de Frank Capra, valem, por si só, um filme. Desta vez Marçal saltou para as páginas dos jornais em notícia a 3 colunas do "24 horas" com o título de "Hugo Marçal fez greve de fome até ao almoço". Inconformado com um processo disciplinar de que está a ser alvo, sentou-se, supõe-se que cerca das 11 da manhã, à porta da Inspecção-Geral de Educação declarando-se "em greve de fome". E ali ficou até à hora do almoço, altura em que decidiu terminar a greve e ir comer qualquer coisa. Não foi bem uma greve de fome, foi mais uma greve de apetite. Também faço greves dessas várias vezes ao dia. Como é que nunca me lembrei de aproveitar para exigir qualquer coisa ao Governo?
Manuel António Pina
ermenegildo zegna
tenho recebido mensagens e emails estranhos; a palavra "tese" é recorrente nesses textos. ainda não percebi do que andam a falar, mas não pode ser nada de bom; a minha mãe já me comprou um zegna para ir a um sítio fazer uma qualquer coisa para umas pessoas quaisquer. posto isto, acho que vou-me vestir e sair de casa, de que já não saio há cerca de uma semana (ou um mês, vai-se lá saber), a ver se descubro o que tenho de fazer.
beach volley girls
ontem, depois de uma tentativa falhada de fazer um broche a mim mesmo, senti o peso da minha mao no meu caralho o que me levou a concluir que existo. depois, escrevi uma obra ejaculei uma obra chamada "náusea", que vai agradar muito à paneleiragem em geral. a pior punheta da minha vida.
uma nuvem sem calças
era um blog ridículo, mas não tão ridículo como a crónica do rui tavares de ontem em que o gajo a dado ponto diz "por zeus", o que chateia um tipo, além de estudar desde os 12 anos grego, nunca fodeu com uma búlgura em riga, como fodeu um amigo meu que nem grego sabe o filho a puta.
por outro lado, vou para brno.
bom dia.
bambolê
gosto muito de blogues e até chego a ler alguns. li um ontem que podia muito bem ter sido escrito por rabelais (ou outro francês com nome engraçado); não o vou linkar porque vocês fodem os blogs todos que lêem - menos o meu que já estava menageatroismente fodido desde o começo.
vou agora por uns números com palavras à frente, porque parece sistemático e eu curto tótil ser sistemático e isso.
1) preto-violino;
2) rapapé;
3) suruba;
5) & coisital.
obrigado e bom dia.











